Seu Navegador não tem suporte a esse JavaScript!
 
ASSISTA AO VIVO A 1 SESSO ORDINRIA DE 2019, NA SEGUNDA 18 FEVEREIRO, AS 20 HORAS -. Para acompanhar a transmissão clique aqui.
HISTRIA DO MUNICIPIO
Webline Sistemas

HISTRIA DO MUNICIPIO

 

No comeo do sculo, o chamado serto do Paranapanema era completamente desconhecido. A zona oeste do Estado de So Paulo, ainda estava despovoada e era comum encontrar nos mapas daquele tempo, a descrio de TERRENOS DESCONHECIDOS HABITADOS POR NDIOS.

De fato, a regio era habitada por ndios Coroados, Caius e Chavantes. Em Santo Anastcio j foram encontrados alguns objetos indgenas da poca (machados de pedra de rocha grantica), tpicos dos Coroados, bem como restos de utenslios cermicos tpicos da cultura Caiu.

Mata virgem, sombria, espessa e escura, sem habitao e sem moradores, fazia com que o oeste paulista fosse ignorado por todos.

No entanto, crescia entre as autoridades a preocupao de uma ligao terrestre com o Mato Grosso. A Sorocabana, que desde 1905 houvera sido transferida para o governo de So Paulo, cria a Comisso dos Prolongamentos e Desenvolvimentos da Estrada de Ferro Sorocabana, nomeando o Dr. Joaquim Huet de Bacellar como engenheiro chefe e o Dr. Joo Carlos Fairbanks como engenheiro de campo.

UM POVOADO SURGE NA MATA

Em 9 de setembro de 1917, o Dr. Silvano Wendel, executa o alinhamento das ruas do povoado do Vai e Vem, auxiliado pelo agrimensor Francisco Maldonado.

O projeto feito e a cidade planejada, com ruas e avenidas largas, diferente das demais cidades da Alta Sorocabana.

DESBRAVADORES

A efetiva inteno de expansionismo da Estrada de Ferro Sorocabana, comeou a despertar o interesse de grupos que detinham a posse de terras na regio, dentre eles a Companhia dos Fazendeiros de So Paulo, que firmou um contrato com a Sociedade Ramos e Porto & Cia, que tinha como scios os srs. Arthur Ramos e Silva (pai), Arthur Ramos e Silva Jr., Dr. Luiz Ramos e Silva e Fabiano Porto, com o objetivo de lotear as glebas rurais, comercializar e colonizar a regio.

Para o Posto de Vendas, designou o Dr. Luiz Ramos e Silva e o engenheiro Silvano Wendel, que houvera desenhado a planta de uma nova cidade.

Os primeiros lotes de terras com 50 alqueires, foram adquiridos por FRANCISCO BRAVO DEL VAL e NGELO TPIAS ORTIZ, pelo valor de 60.000 reis cada.

O curioso que cada um que adquiria um lote na zona rural, ganhava gratuitamente um terreno localizado na zona urbana, ou seja, na futura cidade que viria florescer.

OS PRIMEIROS MORADORES DA CIDADE

JOS FRANCO MOIA - Foi o primeiro morador do lugarejo, ainda chamado Vai e Vem, que construiu sua casa na esquina das atuais ruas Osvaldo Cruz, com a Dom Pedro II, sendo instalada no local uma hospedaria de nome Hotel Franco, tendo neste local, mais tarde, sido construdo o Bar Jardim, depois Confeces Lder.

ANTNIO CARDOSO - Na extremidade oposta do quarteiro av. Dom Pedro II, esquina com a av. Jos Bonifcio.

FRANCISCO PANTUSO (primeiro barbeiro da cidade) e JOS ANAS FRANCO, construram suas casas na atual rua Baro do Rio Branco, aproximadamente nas imediaes onde hoje localiza-se o Edifcio Joo Antonio Corral.

JOCELINO DE CAMARGO - construiu sua casa na rua Rui Barbosa.

ANTNIO LOPES construiu uma casa de madeira na av. Jos Bonifcio, quase esquina com a Dom Pedro II, localizada ao lado do antigo bar Ok.

JOS JOAQUIM LOPES construiu uma casa comercial na av. Dom Pedro II.

NICOLA ARNONI foi o primeiro a construir uma casa de tijolos, localizada na rua Rui Barbosa, 668.

MANOEL FALCON a segunda casa de tijolos, construda na esquina das avenidas Jos Bonifcio e Dom Pedro II, local onde depois foi instalada as Casas Pernambucanas.

HENRIQUE NICOLINO RINALDI foi o proprietrio da primeira farmcia da cidade Pharmcia da F, situada defronte Praa Ataliba Leonel, tendo posteriormente sido vendida ao sr. JOS ORFILA MINEIRO, que foi o primeiro vice-prefeito.

SANTOS FERNANDES, FAMLIA GALINDO, MIGUEL PALMA, MANOEL SALINAS REINA, tambm aqui chegaram nos primrdios da cidade.

OLMPIO RICCI e IZIDORO SALINA foram os primeiros pedreiros e JOS SALINA o primeiro carpinteiro.

No final de 1918, o lugarejo com meia dzia de casas, j contava com uma mquina de beneficiar arroz e caf de propriedade do Sr. Manoel Falcon.

Em 1920 criado o Posto Policial. No dia 25 de maro de 1920, foi celebrada a primeira missa na cidade, pelo padre Niceforo Correia de Moraes, proco de Conceio de Monte Alegre. O ato litrgico foi realizado na esplanada da estao ferroviria, sendo o coroinha o dr. Joo Carlos Fairbanks, engenheiro da estrada de ferro.

No dia 25 de julho de 1920, dia da inaugurao do trfego ferrovirio, a cidade muda de nome: de Vai e Vem para Santo Anastcio, nome sugerido pelo engenheiro Joo Carlos Fairbanks, aceito pela diretoria da Estrada de Ferro Sorocabana.

Em 1921, foi criado pelo Dr. Washington Luiz Pereira de Souza, Presidente do Estado de So Paulo, o DISTRITO DE PAZ DE SANTO ANASTCIO, sendo ento, o pequeno povoado elevado categoria de Vila. Essa mesma Lei criou o municpio de Presidente Prudente.

Houve grande contentamento com esta justa e merecida conquista. Os anastacianos no precisariam mais viajar grandes distncias e enfrentar dificuldades e desconforto para efetuarem os registros de nascimento, casamento e bito, ou seja, era o incio do reconhecimento do esforo daqueles primeiros moradores. Os impostos passaram a serem pagos em Presidente Prudente.

No dia 27 de janeiro de 1922, realizou-se a instalao do Distrito de Paz, com a indicao do primeiro Juiz de Paz, sr. Arthur Rodrigues Lago e Escrivo, o sr. Orlando de Souza.

Na sesso de instalao, as seguintes pessoas assinaram a ata: Eugnio Maldonado, Dr. Alpheu Fernandes Coelho, Amalio Pereira de Resende, Antonio Falcon, Manoel Ramires Reina, Carlos Augusto Rinaldi e Jos Franco.

Em outubro de 1922, na cidade de Campos Novos do Paranapanema, foi eleito o Juiz de Paz de Santo Anastcio, sr. Henrique Nicolino Rinaldi.

A primeira professora da cidade foi a sra. BATISTINA CARVALHO RINALDI.

A primeira Escola Urbana instalada num prdio de madeira situado na av. Dom Pedro II, esquina com a rua Joaquim Nabuco. No dia 22 de maro de 1923, iniciaram-se as primeiras aulas, conforme consta do 1/Livro Matrcula, com os seguintes alunos: Vicente Rechiuti, Waldemar Depieri, Felipe Marinelli, Antonio Tpias Fernandes, Bartolomeu Ortiz de Oliveira, Jos Ricci, Miguel Ramires Barreira, Oswaldo Ortega, Ozrio Rodrigues de Arajo, Ramon Bravo Morales e outros.

De acordo com o aumento populacional e conforme previa em Lei, a Escola Urbana foi transformada em Escolas Reunidas de Santo Anastcio, pelo decreto de 21 de Junho de 1923.

Na relao das meninas matriculadas encontramos: ngela Lopes Fernandes, Anna Rodrigues Lopes, Antonia Bravo Morales, Carmem Sanches, Dolores Fernandes, Encarnao Ortega, Elvira Marinelli, Immaculada Marinelli, Francisca Tpias Fernandes, Josefa Guirado e Maria Guirado.

No dia 27 de maro de 1926, deu-se a instalao solene da primeira Cmara Municipal de Santo Anastcio, embora tenha sido criada no dia 19 de novembro de 1925.

Para desempenharem as funes no trinio 1926/1929, foram empossados os vereadores, que de acordo com a legislao da poca elegeram o Prefeito e Vice.

Tanto a Prefeitura Municipal, quanto a Cmara Municipal, funcionavam no mesmo local, cujo prdio estava localizado na esquina das ruas Baro do Rio Branco com a Visconde de Mau e pertencia Companhia de Fazendeiros Paulistas.

Neste prdio, permaneceram at o incio dos anos 30, quando ento foi construdo um prdio especialmente para este fim, situado na av. Dom Pedro II, prximo a rua Rui Barbosa, prdio este, que existe at hoje, com a mesma fachada arquitetnica da poca.

No dia 13 de novembro de 1927, o Dr. Jlio Prestes assina a Lei n 2.222, elevando a cidade de Santo Anastcio categoria de Comarca, cuja instalao solene ocorreu em 1 de maio de 1928, constando com a presena do prefeito, Dr. Jos Prado, Ariosto Orsini, que mais tarde ocupou o cargo de prefeito e Luiz da Fonseca Staut (Lulu), dentre outros.

Em 1929, o primeiro estabelecimento de sade, surgiu quando o Dr. Joo Maria de Arajo Filho e o Dr. Lauro Alberto Cleto, em sociedade, construram uma CASA DE SADE, que ficava localizada aproximadamente onde hoje situa-se o n 314 da av. Dom Pedro II, prximo da esquina com a rua Rui Barbosa. Mais tarde esta Casa de Sade passou a pertencer ao Dr. Luiz Antnio de rea Leo.

 

Próxima Sessão

ASSISTA AO VIVO A 1 SESSO ORDINRIA DE 2019, NA SEGUNDA 18 FEVEREIRO, AS 20 HORAS -